O ambiente de juros reais elevados em ativos de renda fixa de baixo risco no Brasil representa uma distorção na tradicional relação risco-retorno — em tese, prêmio maior deveria estar associado a risco maior. Esse cenário , estimula realocação massiva para a renda fixa em detrimento de todas as outras alternativas.
Na minha leitura, momentos assim favorecem uma abordagem “barbell”: elevar taticamente a exposição a ativos de baixíssimo risco com juros reais acima da inflação para assegurar o retorno-base do portfólio, e, ao mesmo tempo, reservar alguns pontos percentuais para ativos com maior apetite ao risco, como Venture Capital. A menor liquidez típica desses momentos pressiona avaliações (desconto de liquidez), podendo abrir janelas de entrada em condições atrativas para investidores com visão de portfólio.
Participei do artigo do Valor/Globo Rural Junto sobre o impacto dos juros nos investimentos no Agronegócio com outros stakeholders do ecossistema de inovação desse setor.